União Desportiva Vilafranquense, Futebol SAD

Paulo Robles está de volta à UDV para comandar a equipa de Juniores na Fase de Manutenção do Nacional de Juniores. À vitória na primeira jornada segue-se uma viajem até casa do líder, mas os objetivos estão bem delineados.

Esteve vários anos à frente da equipa de Juniores da União Desportiva Vilafranquense. Agora regressa a esse mesmo lugar. O que o faz regressar?
O clube diz-me muito. O período que estive anteriormente em Vila Franca de Xira foi coincidente com o nascimento do meu filho. Foi também nessa fase, que perdi o meu pai, foi muito difícil mas ao mesmo tempo, também inspirador e catalisador. Nesse mesmo período, junto com toda estrutura, alcançámos várias conquistas em termos desportivos. Identifico-me muito com as gentes de Vila Franca de Xira e depois de avaliar aquilo que eu sabia ser a equipa, as condições de trabalho, e daquilo que as pessoas que me fizeram o convite, me passaram, decidi regressar a um lugar onde já fui feliz. Diz-se que nunca se deve fazê-lo mas na minha cabeça esteve sempre outro provérbio: “volta ao sítio onde já foste feliz para acabar aquilo que ainda não acabaste”.

Entrou numa altura da época em que a equipa estava praticamente a iniciar a Fase de Manutenção do Nacional de Juniores. Quais os primeiros objetivos a que se propõe?
Há apenas um objetivo em cima mesa, que é precisamente a manutenção. A partir daí poder-se-á pensar em tudo e mais qualquer coisa, mas para já estamos focados – e é assim que tem que ser – em manter a equipa num nível de topo em termos de formação.

Segue-se uma visita a Setúbal, para enfrentar o líder. Quais são as expectativas?
As mesmas do jogo frente ao Belenenses. Muita humildade para saber que não jogamos sozinhos e que do outro lado está uma equipa que também quer ganhar. Se tivermos o mesmo compromisso e responsabilidade estaremos, no entanto, mais perto de alcançar o nosso objetivo. Aliás, compromisso e responsabilidade fazem parte do processo. Iremos, isso é certo, encarar qualquer adversário olhos nos olhos e gostava de poder contar, à semelhança do que tem vindo a acontecer, com o apoio não só de toda a estrutura, mas também dos adeptos. Todos juntos poderemos, no fim, ser felizes.

Esta é uma equipa de Juniores que tem feito sonhar os unionistas. Que grupo encontrou?
É uma equipa com qualidade, que tem um bom espírito, com muita amizade e união. Acho que podemos fazer mais enquanto grupo, mas eles estão comprometidos com os objetivos que delineámos e isso é uma boa garantia para os jogos que faltam jogar.

E são também uma garantia de futuro, com a ascensão à equipa principal?
Sim, há ali valor para tal. Não digo já no próximo ano, mas em 2/3 anos, vejo uns quantos com capacidade suficiente para chegar a uma II Liga.

Veria com bons olhos a criação de uma equipa sub23?
Tendo o clube as infraestruturas para o fazer, quer em termos de campos, quer de recursos humanos, por exemplo, vejo com bom agrado. Nesta geração mais velha e mesmo noutras de gerações anteriores (2002,2001,2000,1999), temos uma fornada de jogadores de grande potencial. Temos que ir ao encontro desses jogadores que, por um motivo ou por outro, não conseguiram entrar na equipa profissional, e tentar aproveitar essas grandes gerações que o União teve e que tão bons resultados deram.

Vê o Clube num novo rumo em relação à formação?
O paradigma da formação em Portugal mudou e nós temos que ir ao encontro dessa nova forma de fazer as coisas. Não é voltar ao que estava, é fazer melhor com o objetivo de fazer com que mais escalões consigam ascender às competições nacionais. E com o Clube a viver um momento sustentável e de crescimento, talvez seja este o momento para dar uma nova força à formação da União Vilafranquense.

Fevereiro 18, 2022

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