União Desportiva Vilafranquense, Futebol SAD

João Português é uma presença assídua nas bancadas quando o #UD Vilafranquense entra em campo. Conhecido como o “Adepto n.º 1” para os jogadores, staff técnico e direção, o Senhor Português corre o país de lés-a-lés para apoiar o União, com um amor pelo clube que começou desde cedo. A subida à segunda divisão foi o momento mais marcante para o adepto de 74 anos, que tem boas memórias do Cevadeiro.

Como é que começou esta paixão pela UD Vilafranquense?

A paixão pela UD Vilafranquense começou muito cedo. Desde os 16 anos que acompanho os jogos. Agora que estamos na Liga Portugal SABSEG, tenho estado mais presente e acompanhado de perto. Na altura, criei uma amizade muito grande com o treinador, na qual ainda mantenho. Gosto muito disto. É apaixonante contactar com os jogadores, staff e ver de perto o espírito que existe entre todo o grupo. A paixão redobra pelo União estar na segunda liga. O futebol é mesmo isto. Adoro andar aqui. Enquanto puder e deixarem, vou sempre dar o meu contributo fora dos relvados.

Apelidado de “adepto n.º 1”, o Senhor Português costuma saltar de estádio em estádio para acompanhar a equipa?

Nesta época, fui quase a todos os jogos. Às vezes, posso faltar a um ou a outro por motivos pessoais e profissionais. Quando os combustíveis estavam mais baratos, eu fazia as deslocações sozinho no meu carro. Agora que o combustível está como está, fica mais complicado. (risos) O União é um clube fantástico e quando há lugar na carrinha do roupeiro, deixam-me ir com ele. Muitas deslocações ficam caras, mas o que importa é estar presente para apoiar o UD Vilafranquense. Foi o Henrique Sereno que começou a chamar-me de adepto n.º 1 e o nome lá pegou moda. O Henrique, como outros, é uma pessoa que está no meu coração. Mesmo em épocas festivas, como é o caso do Natal, ele liga-me sempre. É uma amizade que fica. O futebol traz coisas boas e coisas más. A minha idade já é avançada, daí ser mais sentimental. Os jogadores e staff vão e vêm. Alguns fico sem ver durante bastante tempo e outros nunca mais vejo. Acabam por deixar a sua saudade porque são todos extraordinários.

Os jogos no Cevadeiro deixam saudades?

O grande problema quando o União subiu de divisão foi começar a jogar em Rio Maior. É muito difícil para os adeptos, mas não havia volta a dar. As pessoas pensam duas vezes antes de saírem de Vila Franca de Xira para Rio Maior. É complicado andar com a casa às costas e manter isso na Liga Portugal SABSEG. Há muita gente que gosta da União. O comércio local tem interesse em ter um clube na segunda liga. Se houvesse umas instalações para o clube jogar em Vila Franca de Xira, nunca se sabe se até poderíamos ir mais longe no campeonato. O Cevadeiro traz boas memórias. Apesar da derrota com o CD Mafra para a Taça de Portugal, o Campo do Cevadeiro encheu. Foi fantástico voltar a sentir aquele ambiente. Eu acompanhava o Vilafranquense para todo o lado quando estava nas distritais e era notória a diferença entre a quantidade de pessoas que ia ver os jogos ao Cevadeiro relativamente a outros sítios. Temos 300 jovens da formação a praticar desporto com estas condições. Trabalha-se todos os dias em prol deles e do seu futuro.

Como foi viver a subida à Liga Portugal SABSEG enquanto adepto da UD Vilafranquense?

Tive aqui boas recordações no tempo do Rui Vitória, mas a época de subida, mais concretamente, o dia em que ganhamos aqui à UD Leiria é inesquecível. Foi, sem dúvida nenhuma, a melhor conquista do clube. Sofremos, estávamos debaixo de uma grande pressão nessa altura. Eu nunca duvidei. Algo me dizia que íamos conseguir e conseguimos mesmo. Os adeptos estavam todos ansiosos e nervosos, tal como eu. O União tinha que ganhar. Era um jogo difícil contra uma excelente equipa com tradição no futebol português. Foi extraordinário. Eu fiquei maluco. (risos)

Tem alguma história marcante enquanto adepto da União?

A história mais marcante que tenho é a subida de divisão. De resto, são as viagens para os jogos fora. Sempre que acabava o jogo, fazia viagens muito grandes e quando perdíamos, ficava muito triste. Quando ganhávamos, a viagem de regresso já tinha algumas paragens e até jantava fora. Já houve jogos fora de casa em que era o único adepto da União. Há duas épocas, frente ao Académico de Viseu FC, era o único adepto que lá estava. Eles nem abriram bilheteira, visto que estava sozinho e então fiquei junto com os adeptos da casa. Nem todas as pessoas têm possibilidade de ir aos jogos fora. É difícil. Por vezes, até tinha pessoas para vir comigo. Mas como eu já andei muitos anos na estrada devido à minha vida profissional, também gosto de parar em alguns sítios e estar sem planos. Gosto de sair sempre cedo em dias de jogo.

Peço que deixe uma mensagem para os restantes adeptos ribatejanos

Apelo apenas a todos os unionistas que, até ao final da época, apareçam e continuem a apoiar. Estamos na luta e acredito que vamos ganhar isto. É uma luta bastante grande, mas estou convencido de que vamos vencer e garantir o objetivo do clube. O nosso apoio faz diferença. Fica difícil ter resultados se não houver espírito de união e esse espírito é notório aqui.

Março 31, 2022

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