União Desportiva Vilafranquense, Futebol SAD

Léo Cordeiro é a voz da Palavra de União desta semana. No último jogo frente ao CF Estrela da Amadora, atingiu a marca dos 50 jogos ao serviço da UD Vilafranquense, sendo o jogador com mais encontros disputados em competições profissionais na história do clube. O médio brasileiro de 26 anos passou recentemente a marca deixada por Diogo Izata, colega de equipa na passada temporada.

Como é que começou a tua carreira e a tua paixão pelo futebol?

Comecei a jogar à bola com quatro anos na rua. O meu irmão mais velho e os meus primos jogavam à bola na rua e eu juntei-me a eles. A partir daí, não parei mais e, aos sete anos, entrei numa escola de futebol. Já tinha jogado profissionalmente no Brasil, só que estava a ser mais difícil. Apareceu a oportunidade de vir para Portugal, visto que o meu irmão mais velho já aqui estava e ele trouxe-me para cá. Foi um sonho realizado. Eu tinha muita vontade de jogar na Europa. Sinto-me realizado por estar em Portugal e estou muito grato a todas as pessoas que me abriram as portas. Sou muito feliz aqui e já estou adaptado ao futebol português.

Passaste por algumas equipas em Portugal antes de chegar à UD Vilafranquense. Como foi essa caminhada por vários clubes? Foi uma boa experiência?

Foi uma ótima experiência. Nunca pensei que fosse assim e que as coisas acontecessem tão rápido. Quando vim para Portugal, o SC Espinho foi o meu primeiro clube e ainda não tinha a perceção do que podia acontecer. Estava até um bocado desacreditado para o futebol. Consegui dar um salto para a 1.ª Liga. Ainda estive emprestado à Lusitânia de Lourosa, que disputava o Campeonato de Portugal. Depois disso, apareceu a UD Vilafranquense. Sinto-me bem e feliz aqui. Jogamos uma liga muito difícil, com excelentes equipas. Agora é continuar a trabalhar para ver o que o futuro reserva. 

No último encontro frente ao CF Estrela da Amadora, atingiste a marca dos 50 jogos ao serviço da UD Vilafranquense, o que faz de ti o jogador com mais encontros disputados em competições profissionais na história do clube. Esta conquista tem algum significado para ti?

Sabia que estava perto dos 50 jogos, mas não sabia que já tinha chegado (risos). Aliás, já me tinham dito que tinha passado o meu colega Izata nos últimos jogos, mas não sabia que já tinha atingido essa marca. É gratificante. Fico muito feliz por ficar marcado na história do clube.  É sinal de que o trabalho está a ser bem feito. Espero fazer mais jogos pela União para ver se aumento o recorde (risos). Fico mesmo muito contente e vai ficar marcado também na minha carreira.

Tens alguma história marcante vivida ao longo da tua carreira?

Quando eu estava no SC Espinho, soube que tinha um problema no coração e isso marcou-me muito. Eu não sabia o que podia acontecer e se tinha de parar ou não. Depois fiz uma cirurgia e fiquei bem. É algo que marcou porque quando se trata de saúde é sempre complicado. Agora, estou aqui a fazer o que mais amo, que é jogar futebol.

Por último, peço que deixes uma mensagem para todos os adeptos da UD Vilafranquense.

Mando um grande abraço a todos os adeptos da UD Vilafranquense. Fazem a diferença quando vão aos estádios apoiar-nos. Todo o apoio é sempre bem-vindo e espero que não seja diferente no sábado. Precisamos da vitória para dar um passo em frente no objetivo da manutenção. Da minha parte, vou dar sempre o máximo para ajudar a União.

Abril 7, 2022

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