União Desportiva Vilafranquense, Futebol SAD

Filipe Gouveia, treinador principal da UD Vilafranquense, fez a análise da derrota por 1-2 diante do SL Benfica B, num encontro a contar para a antepenúltima jornada da Liga Portugal SABSEG. Depois de seis jornadas a pontuar, os ribatejanos voltam a conhecer o sabor da derrota e caem para o décimo lugar da classificação, com 41 pontos.

Uma primeira parte com várias oportunidades de golo

“Uma primeira parte muito boa da nossa equipa. 1-0 ao intervalo é ligeiro para aquilo que fizemos na primeira parte. Tivemos várias oportunidades de golo. Ao intervalo, tínhamos dez remates contra um do SL Benfica B. Isso espelha bem o primeiro tempo da UD Vilafranquense. Na segunda parte, também entrámos bem e também tivemos oportunidades. O grupo, mais uma vez, tem sido fantástico desde a nossa chegada. Já me faltam adjetivos para qualificar este grupo de trabalho, mas depois não tivemos eficácia. Demos moral à equipa adversária e eles aproveitaram e acabaram por ganhar o jogo. A culpa da derrota é minha. Quando chegámos aqui, estávamos em último lugar e depois a equipa começou a crescer e teve um crescimento fantástico. Espelho disso é a nossa primeira parte. Com as substituições que fizemos, perdemos o meio-campo, perdemos o ataque e daí o crescimento também dos encarnados.”

O jogo com bola para valorizar o espetáculo

“Nas minhas equipas, e quem conhece as minhas equipas, sabe que eu não gosto de jogar em transição, eu não gosto de jogar com três centrais. Agora, o que é que eu penso? Que o treinador é que tem que se adaptar à equipa e não a equipa ao treinador. Quando nós chegámos, estávamos com muita dificuldade. A maior parte dos centrais não se sentia confortável a jogar com dois, até que começamos com uma defesa a quatro. Depois, alterámos, passámos a jogar com uma defesa a três. Eles sentiam-se mais confortáveis e começamos a ganhar mais confiança. A entrada do Ceitil vem demonstrar isso mesmo. Eu gosto de ter bola, eu gosto de valorizar o espetáculo e que as minhas equipas joguem um bom futebol. Obtivemos os resultados, ficámos tranquilos, eu achei por bem mudar e a equipa deu uma grande resposta.”

Uma equipa sem titulares definidos

“Nesta equipa, não há titulares. Se formos a ver, mesmo nos guarda-redes, eles os dois têm quase os mesmos minutos. Os nossos laterais direitos, o Mike e o Edu, têm praticamente os mesmos minutos. É o que eu digo: é o trabalho diário, é a conquista pelo lugar, com respeito sempre pelo colega. É isso que desenvolvemos durante a semana, é isso que queremos.”

Treinar no limite para jogar ao mais alto nível

“A maior parte dos jogadores quer treinar devagar e depois quer jogar rápido. Não existe isso. Se não treinámos como jogamos, não vamos conseguir. Atualmente, isso é um grande defeito da Liga Portugal SABSEG. Temos que ir sempre ao nosso limite nos treinos para depois chegarmos ao jogo e agarrarmos a oportunidade com tudo. Revejo-me nisto porque tudo o que eu tenho, devo ao futebol. Tudo o que conquistei, devo ao futebol. Tenho muito respeito por aquilo que faço e sou apaixonado pelo futebol.”

Na próxima jornada, a UD Vilafranquense desloca-se até Pina Manique para defrontar o Casa Pia AC, marcado para o próximo sábado, dia 7 de maio, às 15h00, com transmissão televisiva na Sport TV 1.

Maio 1, 2022

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *