União Desportiva Vilafranquense, Futebol SAD

Eric Veiga foi o protagonista da “Palavra de União” desta semana. O atleta ribatejano é um dos únicos internacionais da UD Vilafranquense. Entre a Seleção de Portugal e Luxemburgo, a escolha é óbvia para Eric. Espreita tudo nesta entrevista.

Como é que surgiu o teu primeiro contacto com o mundo do futebol?

“A minha família trabalhou sempre no mundo do futebol. Depois o meu irmão também jogava e ajudou. Desde pequenino, comecei a jogar com ele no jardim. Foi assim que surgiram os primeiros toques. Do jardim passou para o clube do sítio onde nasci e cresci. Aquilo começou a ficar mais sério quando entrei na Seleção de Luxemburgo. Lá é um pouco diferente. Começa-se a entrar na Seleção a partir dos Sub11. Como o nível no Luxemburgo é baixo, quem tem talento, entra cedo na Seleção para treinar ao mais alto nível. Foi ali que comecei a gostar mais. Passei a jogar contra equipas do estrangeiro para evoluirmos e desenvolvermos a capacidade enquanto jogadores desde miúdos.”

Atualmente, és um dos únicos internacionais da UD Vilafranquense. Qual é o sentimento de representar uma Seleção?

“É um grande orgulho jogar pela Seleção. Só podem ir 23 jogadores e tenho estado nessas escolhas no momento. Espero também ser convocado para a Seleção no final do mês para a Liga das Nações. É continuar a trabalhar para atingir os objetivos.”

Apesar de representares a seleção luxemburguesa, também já vestiste a camisola de Portugal nas camadas jovens. A dupla nacionalidade deve-se a algum motivo em específico?

“Os meus pais nasceram em Portugal. Depois foram para o Luxemburgo e eu comecei a representar a Seleção de Luxemburgo. Houve a possibilidade de ir para a Seleção de Portugal. Tinha o sonho de jogar por Portugal, concretizei-o, mas depois quando veio a chamada para a equipa A do Luxemburgo, não hesitei e tive que aceitar.”

Entre Portugal e Luxemburgo, qual é a Seleção que escolhias representar neste momento?

“O Luxemburgo deu-me a oportunidade de estrear nas qualificações para o Mundial. Também entrei cinco/seis minutos contra Portugal, num jogo no Algarve. Mas entre Portugal e Luxemburgo, escolhia, claramente, o Luxemburgo. Foram eles que me deram a oportunidade de mostrar o meu futebol ao mundo.”

Estás há duas épocas na UD Vilafranquense. O que é que o clube tem de especial? São os adeptos?

“Claro, as pessoas, os adeptos, tudo é especial. Sinto, claramente, uma grande paixão entre os adeptos e o clube. Tenho pena de, neste momento, só ter feito um jogo no Cevadeiro, que foi para a Taça de Portugal. Deu para sentir o que é jogar mesmo em casa. Esperámos ter sempre o apoio dos nossos adeptos.”

Por último, como subcapitão, qual é o balanço que fazes desta temporada, em que a equipa já assegurou a manutenção?

“Desde o início da época que sabíamos que tínhamos um bom plantel. A equipa era toda nova e aquilo depois também demora sempre um tempo a consolidar alguns processos. Faltava só encontrarmo-nos dentro de campo. As ideias do mister ajudaram e deu tudo certo nas quatro linhas.”

Maio 12, 2022

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